Trauma Ocular em Idade Pediátrica

Trauma Ocular em Idade Pediátrica

A natureza imprevisível de uma lesão ocular e o risco de perda de visão associado fazem do trauma ocular um problema médico potencialmente limitador da qualidade de vida futura. As crianças são particularmente suscetíveis, sendo o trauma uma das principais causas de cegueira monocular em idade pediátrica.

 

A preponderância masculina é a regra, mas não tanto quanto na população adulta. As crianças mais jovens tendem a sofrer os acidentes em casa, enquanto as crianças mais velhas são mais propensas enquanto praticam desporto.

 

A prevenção é a única maneira de evitar o trauma ocular e diminuir sua morbilidade. É fundamental aconselhar e educar os pais e as crianças sobre a prescrição e o uso adequado de óculos de proteção, de acordo com as suas atividades.
Existem várias circunstâncias que tornam o trauma ocular frequente numa criança:

  1. Falta de experiência, dificultando a capacidade de prever situações perigosas que podem levar a lesões
  2. Capacidades motoras imaturas e tendência a copiar o comportamento do adulto
  3. Curiosidade e pressão dos amigos para assumir atividades propensas a riscos

 

Tais factos apontam para a necessidade de supervisão de adultos e da adoção de medidas preventivas para reduzir o risco em casa, na escola e durante as práticas desportivas. Qualquer trauma ocular ou orbitário que impeça subsequentemente uma visão adequada numa criança, acarreta o risco de produzir ambliopia. Quanto mais jovem o doente, maior o risco. Entidades patológicas que podem ser relativamente inócuas no adulto, como o hifema, a hemorragia vítrea ou mesmo anomalias crônicas

da pálpebra, podem ter implicações visuais graves numa criança pequena. Assim sendo, a atenção dispendida à reabilitação visual imediata é vital para evitar a perda visual permanente devido à instalação de uma ambliopia secundária.

A Obtenção de uma história precisa é fundamental. Infelizmente, as crianças geralmente são parcas nas história, especialmente quando estão com dor ou assustadas. Daí que as capacidades clínicas do oftalmologista sejam de extrema importância não só para procurar recriar uma história tão precisa quanto possível, bem como para alcançar com sucesso o diagnóstico e por em prática a terapêutica indicada o mais rápido possível.

 

Fontes: Academia Americana de Oftalmologia; Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo; Sociedade Europeia de Oftalmologia Pediátrica; Sociedade Mundial de Oftalmologia Pediátrica

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