Retinopatia Diabética

Retinopatia Diabética

A retinopatia diabética refere-se a alterações da retina que ocorrem em pacientes com diabetes mellitus (DM). Essas alterações afetam os pequenos vasos sanguíneos da retina e podem levar à perda de visão por meio de várias vias diferentes; é uma das principais causas de défice visual em adultos em idade ativa.

Embora os defeitos na função neurossensorial da retina tenham sido demonstrados em pacientes com DM antes do início das lesões vasculares, as manifestações precoces e mais comuns observáveis na clínica incluem a formação de microaneurismas e hemorragias intra-retinianas. O dano microvascular leva consequentemente à não perfusão capilar da retina e sua isquemia (enfarte), aumento do número de hemorragias, anomalias venosas e microvasculares intrarretinianas. Nesta fase de evolução o aumento da vasopermeabilidade pode resultar em espessamento da retina (por acumulação de líquido – edema) e/ou exsudados que podem levar a uma perda da acuidade visual central. Em estadios mais avançados e graves pode haver o crescimento de artérias de estrutura e função anormal que sangram e condicionam fibrose da retina podendo evoluir para glaucoma e descolamento de retina

A duração da DM é um importante fator de risco associado ao desenvolvimento de retinopatia diabética. Após 5 anos, aproximadamente 25% dos pacientes do tipo 1 terão retinopatia. Dos doentes do tipo 2 com idade superior a 30 anos que têm uma duração conhecida da DM inferior a 5 anos, 40% dos que tomam insulina e 24% dos que não tomam insulina têm retinopatia. O controle glicémico é o principal fator de risco modificável associado ao desenvolvimento da retinopatia, bem como ao sucesso da sua terapêutica. Recomenda-se que uma HbA1c de 7% seja o alvo do controle glicémico na maioria dos pacientes, enquanto que em pacientes selecionados, pode haver algum benefício em estabelecer uma meta mais baixa de 6,5%.

As recomendações de tratamento da retinopatia são estabelecidas de acordo com a gravidade da retinopatia e englobam injeção intravítrea de agentes anti-VEGF, LASER da retina e cirurgia. O tratamento eficaz depende sobretudo de uma intervenção atempada, mesmo que por vezes haja ainda boa acuidade visual e ausência de sintomas oculares.

Portanto, o RASTREIO é de crucial importância na gestão clínica do diabético, devendo ser ANUAL!

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