{"id":466,"date":"2019-07-18T16:10:03","date_gmt":"2019-07-18T16:10:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paulofreitascosta.pt\/?p=466"},"modified":"2022-01-06T11:35:31","modified_gmt":"2022-01-06T10:35:31","slug":"blefarite","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paulofreitascosta.pt\/pt\/blefarite\/","title":{"rendered":"Blefarite"},"content":{"rendered":"

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Blefarite<\/h3>\n

A blefarite \u00e9 caracterizada por uma complexa rela\u00e7\u00e3o entre a flora oculo-palpebral e a disfun\u00e7\u00e3o das gl\u00e2ndulas de meibomio (DGM), levando a inflama\u00e7\u00e3o da p\u00e1lpebra, altera\u00e7\u00f5es na c\u00f3rnea e conjuntiva e sintomas de desconforto ocular.<\/p>\n

A blefarite \u00e9 uma das condi\u00e7\u00f5es oft\u00e1lmicas mais frequentemente encontradas na pr\u00e1tica cl\u00ednica. Como tal representa um desafio significativo para o\u00a0 <\/span>m\u00e9dico devido \u00e0 sua natureza cr\u00f3nica e \u00e0 disponibilidade de diversas op\u00e7\u00f5es de tratamento. No entanto, dada a sua preval\u00eancia, a sua associa\u00e7\u00e3o com a doen\u00e7a do olho seco (DOS) e as suas eventuais sequelas que amea\u00e7am a vis\u00e3o, um diagn\u00f3stico e tratamento individualizado dessa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida de cada paciente.<\/p>\n

Os sintomas t\u00edpicos da blefarite incluem vermelhid\u00e3o, comich\u00e3o, ardor, crostas ao longo da margem da p\u00e1lpebra, forma\u00e7\u00e3o de ch\u00e1lazios e hord\u00e9olos (\u201ctre\u00e7olho\u201d) de repeti\u00e7\u00e3o, perda de c\u00edlios (pestanas), secre\u00e7\u00e3o e lacrimejo. Al\u00e9m disso, como a DGM se assume como a principal causa de DOS, sintomas como secura, irrita\u00e7\u00e3o ocular e vis\u00e3o flutuante s\u00e3o sugestivos e exigem sempre uma observa\u00e7\u00e3o cuidada da margem da p\u00e1lpebra. Estes sintomas s\u00e3o cr\u00f4nicos, geralmente inconstantes, e podem ser exacerbados por alguns fatores ambientais, como vento, fumo, poeira, produtos cosm\u00e9ticos, etc. Os sintomas geralmente s\u00e3o bilaterais, mas podem ser assim\u00e9tricos.<\/p>\n

As estrat\u00e9gias de tratamento incluem uma combina\u00e7\u00e3o de higiene da p\u00e1lpebra, controle da DGM, redu\u00e7\u00e3o da coloniza\u00e7\u00e3o bacteriana das p\u00e1lpebras, supress\u00e3o da inflama\u00e7\u00e3o e restitui\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o lacrimal. \u00c9 crucial educar os pacientes sobre a natureza cr\u00f4nica e recorrente da doen\u00e7a e a necessidade de interven\u00e7\u00e3o a longo prazo.<\/p>\n

\u00c9 fundamental relembrar que apesar de ser uma patologia transversal a todas as faixas et\u00e1rias, as crian\u00e7as pela sua natureza resiliente e adaptativa apresentam diagn\u00f3sticos mais tardios, por vezes com atingimento corneano (blefaroqueratoconjuntivites) e sequelas secund\u00e1rias. Assim devemos estar atentos aos pequenos sinais dos nossos filhos e nunca esperar que sejam eles a dar o alerta \u2026 Apesar dos sintomas serem os mesmos que nos adultos, a forma de os exprimirem n\u00e3o o \u00e9![\/vc_column_text][vc_empty_space height=”50px”]

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